terça-feira, 16 de junho de 2009

Tribunal manda parar as obras!

Hoje ganhámos uma primeira batalha: o tribunal mandou parar imediatamente as obras do campo de golfe, a título provisório (até à providência cautelar ser julgada).

Isso significa que temos de estar muito atentos! Por favor, quem vai com frequência ao estádio ou mora na zona de Linda-a-Velha, passe a tomar nota de qualquer movimentação (movimentações de terras, abates de árvores, destruição do coberto vegetal) e avise-nos imediatamente para que possamos comunicar esse facto ao tribunal e pedir para serem multados, caso eles não cumpram a ordem de paragem.

Idealmente, tirem fotografias e notas com datas e façam-nos chegar tudo por e-mail (amigosestadionacional@gmail.com).

Esta é apenas uma primeira batalha duma guerra que pode ser longa. Por isso, mais do que nunca, precisamos da ajuda de todos. Obrigada!

12 comentários:

  1. Parabéns a todos os que têm trabalhado por esta causa. No próximo fim de semana não estarei cá e por isso não poderei aparecer. Mas espero que a acção contribua para fortalecer este protesto que parece ter, quanto a mim, toda a razão de ser!

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  2. Talvez fosse boa ideia criar um mapa no Google Maps com o desenho do que está a ser tentado. As coordenadas do Estádio são N38 42.526, W9 15.650

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  3. Caro vvcv,

    Obrigada pela sugestão! Nós fizemos isso para o tribunal e só não foi posto aqui no blogue porque estamos com algumas dificuldades para importar o documento... é o que dá a pouca experiência nestas coisas!

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  4. Parabéns pela vossa iniciativa! Estou 100% convosco. Vivo no alto da Calçada Conde de Tomar, "encostada" à mata do Jamor. Senti-me sempre uma previligiada por viver num local tão
    maravilhoso onde podia passear com as minhas crianças disfrutando da paz e serenidade que só a natureza nos sabe dar. É indiscritível o que senti quando começaram a abater as árvores. Desde logo pensei que era necessário agir rapidamente. Contactei a CMO mas até agora nada responderam. Junto-me a vós na petição on-line e dia 21 lá estarei.
    Cumprimentos
    Helena Paula

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  5. Pois!
    As pessoas deveriam ter atenção e olhar à sua volta. As árvores foram cortadas da parte de baixo do campo de rugbi, onde vai nascer uma nave coberta para o atletismo nacional, que por acaso bem precisa, como devem saber alguns atletas potuguêses treinam em Espanha por falta de infraestruturas no nosso país.
    Em relação ao espaço onde supostamente irão contruir o campo de golfe,que ao contrário do que dizem,é o primeiro campo público em Portugal, até à bem pouco tempo era um espaço cheio de mato e com pouca utilidade, que supostamente será transformado num grande jardim que várias pessoas poderão utilizar.
    Porque é que as pessoas em vez de tentarem acabar com as obras, não discutem pela utilização do espaço?
    Um campo de golfe tem estradas e caminhos que podem ser utilizados para caminhar, andar de bicicleta, correr ,etc., desde que toda a gente se saiba comportar o espaço dá para todos.
    Pensem nisso!
    Em vez de um matagal, todos podem ter um espaço agradável para o lazer de cada um.

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  6. Exmo. Sr. João,

    Como bem disse, as pessoas deviam ter o cuidado de olhar à sua volta. É verdade que foram cortadas árvores na zona que indica, mas não é menos verdade que foram também cortadas árvores na zona do antigo hipódromo, junto às actuais instalações da FPG, bem como junto a Linda-a-Velha, alegadamente para construir um depósito de água, e na zona junto à pista de corta-mato.

    Quanto a este ser o primeiro campo "público" (pago com o dinheiro dos nossos impostos), nem isso é verdade porque o Golfe da Bela Vista em Lisboa, que parece que "faliu" recentemente, é/era um campo municipal, ou seja, "público". A esse, acrescem mais cerca de 70 em Portugal em que qualquer um pode jogar e que são, por isso, públicos.

    Quanto a aquele espaço ser de pouca utilidade, talvez seja melhor perguntar a opinião dos atletas do Centro de Alto Rendimento, que aí treinavam e treinam (agora num espaço menor) todos os dias, bem como aos milharees de pessoas de todas as idades que aí costumavam/costumam correr, caminhar e andar de bicicleta.

    Por outro lado, a sua ideia de caminhar, correr ou andar de bicicleta nos caminhos do campo de golfe é totalmente irrealista! Acha mesmo que isso seria permitido?

    Para terminar, obrigada pelo seu contributo!

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  7. Olá Amigos do Estádio Nacional,

    Sendo também um amigo deste espaço não vejo razão para não comentar no vosso espaço, mesmo sabendo que a minha opinião difere um pouco da vossa.

    A verdade é que não sou contra este projecto apenas com muitos dos pontos que vocês mesmos referiam, mas no fundo sou contra a falta de informação. Se é um projecto público, deveríamos ter acesso aos seus planos.

    Agora “respondendo à resposta” dada ao Sr. João:
    Quanto à questão do ser público e não ser aberto a todos acho que é querer ser um pouco radical. Para o Complexo de Piscinas no Jamor, também se cortaram árvores, foi pago pelos contribuintes e tem que se pagar para lá andar, o que na minha opinião é mais do que justo visto que oferece “condições olímpicas” por preços relativamente acessíveis. Além do mais já foi afirmado que este campo de golfe iria abrir a prática deste desporto a todos. Isto não significa que cada um chegue lá com o seu taco e meia dúzia de bolas e comece a jogar mas sim, que tenha um funcionamento com o mesmo objectivo do Complexo de Piscinas.

    Já a afirmação: “a ideia de caminhar, correr ou andar de bicicleta nos caminhos do campo de golfe é totalmente irrealista!” apenas é verdadeira se nos basearmos naquele anúncio dos rebuçados “Halls” "BOOOLA!". Basta que o campo seja devidamente planeado.

    Além do mais no resumo das acções a realizar no âmbito do Centro Atletismo do Jamor (já em construção como referido) está lá referido o seguinte:
    “# PISTA DE CROSSE
    A integrar no centro nacional de alto rendimento de Golfe/Campo de Golf”

    Ver em: http://www.idesporto.pt/video_atletismo.aspx

    Isto tudo leva-me à questão: estão contra a construção deste campo de golfe ou contra a localização do reservatório de água? (que na minha opinião não é a mais correcta se ficar localizada mesmo na fronteira)

    Em conclusão, apenas gostaria de sublinhar (de novo) que estou contra a falta de informação durante todo o processo. É aí que vejo a justificação para a vossa acção. Gostaria também de aqui ver possíveis alternativas. Simplesmente parar não nos leva a lado nenhum.

    Espero que não venha uma avalanche de comentários. Apenas expressei a minha sincera opinião e alem do mais não estou contra o vosso objectivo desde que este não seja simplesmente parar as obras.

    Um abraço a todos.

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  8. Olá Oeiras,

    Muito obrigada pelo seu contributo, pois é muito importante para a discussão desta questão.

    Há vários fundamentos para a nossa acção, sendo que um deles foi a recusa em darem-nos acesso a informações a que temos direito de acordo com a Constituição, um outro o facto da obra aparentemente não estar licenciada, um terceiro por se estar a desenvolver em domínio hídrico público (pleno leito de cheias de construção proibida / condicionada ao abrigo da lei), um quarto a destruição selvagem da fauna e da flora dos terrenos em causa, um quinto a afectação exclusiva a alguns utilizadores duma área que corresponde a cerca de 50% da zona plana do CDJ, escorraçando de lá milhares de utilizadores que hoje usam livremente esse espaço, um sexto a pressão extrema sobre os recursos hídricos, um sétimo o "torrar" do dinheiro dos nossos impostos...

    Continua ainda por responder a seguinte pergunta: porque é que a obra é co-financiada pelo Fundo de Turismo? Será que isso tem alguma coisa a ver com a construção projectada dum hotel e de apartamentos de luxo nos terrenos juntos à prisão de Caxias e os projectados acessos rodoviários dentro de terrenos do Estádio Nacional (alegadamente 11 hectares que vão ao ar...)? É que a missão do IDP é promover o desporto e os terrenos do Jamor foram expropriados para esse fim, não para fazer campos de golfe para hotéis e apartamentos de luxo... Quando nos derem acesso ao processo administrativo talvez possamos responder a esta dúvida.

    Quanto à compatibilização dos usos do espaço é dícil, se não impossível... são 22 ha, quando os campos de golfe de 18 buracos costumam ter, no mínimo, 30... Mais uma vez, quando nos derem acesso ao processo pode ser que mudemos de opinião. Até lá mantemos a mesma.

    A integração da pista de corta-mato, nas palavras do Presidente da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) em declarações à comunicação social, resumem-se ao campo de golfe abrir as portas uma vez por ano para que se possa realizar o Crosse de Oeiras... Está bem de ver que o espaço não será de utilização livre. Aliás, toda a gente nos tem dito que será vedado.

    É claro que o nosso objectivo não é simplesmente parar as obras: é lutar pela defesa de um espaço que é de todos e que não pode ser posto a saque desta forma. Estamos a lutar pelo respeito pelo ambiente (fauna, flora e uso racional da água) e pela liberdade de todos usarem um espaço que foi criado para todos e que neste momento está sob grandes ameaças (esta, infelizmente, não é a única). Estamos também a lutar pelo Estado de Direito, em que os cidadão têm o direito a serem informados sobre os projectos desenvolvidos pelo Estado.

    Se o projecto fosse melhorar e expandir com razoabilidade o actual campo de treino da FPG pode crer que não estaríamos aqui (desde que o IDP cumprisse a lei aplicável a este tipo de obras). Não nos move nada contra o golfe, muito pelo contrário. Julgo que todos ficariam satisfeitos em ver instalações mais condignas para a FPG no Estádio Nacional, assim como em ver os terrenos em causa requalificados, no respeito pelo meio de ambiente e pelos utilizadores.

    Obrigada mais uma vez. A sua opinião será sempre bem vinda.

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  9. Parabéns pela iniciativa e eu como frequentadora do E.Nacional (faço 1 hora diária de caminhada)já tinha reparado na obra que está a decorrer de terraplanagem na zona da primeira pista de atletismo no campo de treinos de futebol.
    Eu cada vez que passo por lá recordo-me do meu pai e de tantos domingos de manhã que com ele fui em pequenina assistir a jogos de futebol. Claro que eu não ligava nenhuma ao jogo do que gostava mesmo era de que o meu pai me comprava amendois, tremoços e um sumol fresquinho que uma senhora já de idade vendia á porta do campo.
    E hoje sinto uma nostalgia quando vejo que algo está em mudança, mas para pior e esta noticia que aqui li confirma as minhas suspeitas.
    Caminhar acompanhada de pó, em vez de ar puro é de facto muito mau. E quando a causa não é a melhor ainda pior. por tudo isto lá estarei dia 21 para colocar a minha assinatura em forma de protesto por tudo o que se está a passar no nosso magnifico ESTÁDIO NACIONAL.

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  10. Bom dia.
    É verdade que foram cortadas arvores junto às instalações da FPG, por quem? Brisa!
    Depois, estão previstas serem plantadas cerca de mil árvores e em relação ao campo da Bela Vista, mais uma vez falta de comunicação por parte dos responsáveis. Ou seja, o espaço sim, é camarário, mas o campo não era ou não é público, foi explorado pelo Sr. Tony Barnabé, enquanto que o suposto campo do estadio nacional será explorado pela FPG, o que abrirá as portas para muitos jovens das escolas do distrito de Lx e não só.
    No caso do estádio nacional, continuo a achar que o maior problema é a falta de informação.
    Fala-se na pista de corta-mato, Continuará no mesmo sítio, pois o campo não chega lá, o espaço que será ocupado tem sido até então um matagal com uns caminhos onde realmente se viam pessoas a correr, mas muito poucas. Há uma tremenda confusão, o campo irá ocupar um espaço mínimo, espaço esse que estava completamente abandonado em termos de manutenção e que irá ser transformado num espaço que civilizadamente pode ser utilizado por todos, pois, pode-se correr dentro de um campo de golfe, nos caminhos que eu referi, desde que civilizadamente, o que acredito que será o caso dos frequentadores deste blog.
    Tentem o diálogo com as entidades responsáveis.

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  11. Mais uma vez, obrigada pelo contributo. Não sabemos de nenhum corte de árvores feito recentemente pela Brisa, mas sabemos do que foi feito pelo consórcio que está a construir o campo de golfe porque já o admitiu em tribunal e também porque o tínhamos presenciado.

    Quanto ao campo da Bela Vista é um campo público porque foi construído com o dinheiro dos nossos impostos e público porque não era reservado a sócios, mas sim aberto ao público. O facto de ter sido ou não explorado por um privado não afecta a sua qualidade de campo público.

    Também continuamos sem perceber porque é que o campo de golfe do Jamor, pelo mero facto de ser explorado pela FPG, abriria as "portas para muitos jovens das escolas". Nenhum dos outros vinte e tal campos existentes na região de Lisboa estaria interessado em celebrar um protocolo com o IDP/FPG para esse efeito? E porque é que não se equaciona usar o campo (público e que teve de fechar as portas) da Bela Vista para esse efeito, já que oferece condições imcomparavelmente superiores a qualquer campo de golfe que seja construído no CDJ?

    Por fim, quanto ao resto, respondemos directamente no blogue e juntamos um mapa, que nos veio parar às mãos por acaso, e que virá talvez esclarecer algumas dúvidas relevantes.

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