segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ainda a área... e os 9 ou 18 buracos

Em resposta aos pedidos de esclarecimentos e dúvidas sobre a área afecta ao campo de golfe, resolvemos fornecer informações mais pormenorizadas sobre esta questão.

Com base nas medições para efeitos de orçamentação das obras da fase 1 apresentadas em tribunal pela FPG e nalgumas informações adicionais fornecidas pelo IDP, também em tribunal, na fase 1 temos cerca de 15,5 hectares com relva, cerca de 3,4 hectares com arvoredo e cobertos com casca de pinheiro na zona de "rough", cerca de 4,4 hectares de sementeira na zona de "rough" e um lago com 0,5 hectare. Tudo somado, dá 23,8 hectares. Deve notar-se que esta área não inclui os caminhos nem as infra-estruturas, de forma que se pode dizer que a área total implicada na fase 1 ascende seguramente a mais de 24 hectares.

Quanto à fase 2, por ocasião do Dia da Família, em Maio deste ano, foi afixado um cartaz no CDJ pelas autoridades oficiais que mostrava as duas fases do campo de golfe. Pegando nesse cartaz e nos mapas do CDJ, consegue calcular-se com alguma facilidade que a fase 2 abrange uma área na casa dos 10 hectares, provavelmente mais.

Por isso, no total, o campo de golfe iria ocupar pelo menos 34 hectares dos terrenos do CDJ, ou seja, mais de 340.000 metros quadrados.

Deve também esclarecer-se que resulta da documentação entregue em tribunal que o projecto é para construção de um campo de golfe de 18 buracos, no total das fases 1 e 2, e é esse projecto que estamos a contestar - a providência cautelar diz respeito à totalidade do projecto e não apenas à fase 1.

Provavelmente, as obras só foram divididas em duas fases numa tentativa lamentável de evitar ter de fazer logo o Estudo de Impacto Ambiental (obrigatório para campos de golfe com um número igual ou superior a 18 buracos) - a chamada esperteza saloia - e de não chamar tanto a atenção das populações - a chamada política do facto consumado...

Vir agora dizer que o campo de golfe é "só" de 9 buracos revela o maior descaramento - essa alegação é contrariada pelas notícias da comunicação social da época do lançamento das obras, pela documentação entregue em tribunal e também pelo facto que as obras da fase 2 estavam previstas para começar já em Setembro/Outubro. Isso talvez não aconteça agora apenas por causa da contestação que se gerou à volta deste processo.

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