sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Novidades da manutenção do estádio

Faz hoje cerca de uma semana que foi feita uma "limpeza" radical na zona junto à Quinta das Biscoiteiras.

Mais uma vez, a falta de formação do pessoal e a falta de supervisão dos responsáveis levou a que fosse cortado tudo a eito, mesmo o que não o deveria ter sido, por exemplo os abrunheiros bravos (Prunus spinosa) e as silvas de amoras (Rubus ulmifolia).


Por outro lado, faz também cerca de uma semana que o lixo que ficou à vista, dando uma imagem lamentável desses terrenos, continue exactamente no mesmo lugar, como estão no mesmo lugar há meses os restos de cadeiras do Estoril Open. Por favor, recolham o lixo!

No âmbito dessa "limpeza", destruiram também os trilhos de downhill do BTT. Sabemos que havia queixas porque alguns praticantes não respeitavam os direitos de outros utilizadores, mas sabemos também que houve praticantes responsáveis de downhill que se reuniram com os gestores do CDJ e propuseram soluções para ultrapassar esses problemas. Ficaram sem resposta... Porquê? Não nos venham dizer que era impossível compatibilizar os trilhos de downhill com as outras actividades: bastaria um pouco de bom senso!

Nessa "limpeza" arrasaram também com uma boa parte dos trilhos na zona superior da mata junto a Linda-a-Velha. Os restos de mato e árvores deixados no local são de tal dimensão que não é hoje possível andar de bicicleta nem caminhar nesses locais.

Senhores, qual é a vossa visão para o Complexo do Estádio Nacional? Um vale construído à exaustão, combinado com um campo de golfe vedado de mais de 30 hectares e uma mata de pacotilha para admirar, mas não para utilizar fora dos caminhos principais???

2 comentários:

  1. Mas que grande trapalhada. É possível ou não termos acesso ao plano oficial previsto para a zona? É público?...parece que se fala demasiado de assuntos avulso, sem ter uma visão dos objectivos concretos entre as partes envolvidas nestes trabalhos que estão a decorrer no Jamor. Desculpem o desabafo, mas como morador na zona, cada vez mais sinto que o resultado não vai ser nada bom. Uma coisa é certa, existe uma tentativa de reabilitar um baldio (e não um espaço agradável onde as pessoas pratiquem desporto - passar essa imagem é errado. A pista de corta-mato estava praticamente ao abandono), e a escolha foi um campo de golfe. A decisão pelo campo de golfe imagino que já tenha sido tomada há muito tempo. Quem a tomou? Com que aprovações? Se a decisão pelo Golfe foi legítima, independentemente de haver muitas pessoas que não gostem da modalidade (eu sou uma delas, preferia um re-ordenamento diferente do baldio), não vejo muitas hipóteses de evitar a obra. Uma coisa é a decisão do QUE fazer na zona, outra coisa é o COMO fazer, e parece que se estão a confundir as coisas...
    Outro exemplo de se tentar criar uma imagem anti-ambiental é dizer que se estão a retirar espécies de árvores e arbustos relevantes. Qual o problema de retirar essas espécies se em contrapartida plantarem outras e em maior número criando um ambiente mais agradável para a população. Fartos de matas protegidas que são matagais inúteis, e que depois ardem porque não é permitido mexer e repensá-las (limpeza, re-ordenamento, re-florestação, criação de estruturas de lazer) estamos todos por este país fora. Cumprimentos

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  2. Caro Miguel,

    É verdade que a pista de corta-mato estava, e está, ao abandono porque há muitos anos que não era arranjada. O mesmo se passava com o outro lado do rio.

    Já não é verdade dizer que esses terrenos não são utilizados por muitíssimas pessoas, que ficarão impedidas de o continuar a fazer se o projecto do campo de golfe for para a frente. É por isso que essa opção de reabilitação dos terrenos é totalmente errada, duma perspectiva de opções políticas desportivas.

    Por outro lado, o impacto ambiental dum campo de golfe naquele local não é mitigável, seja de que fora for, porque é simplesmente avassalador e irreversível...em bem mais do que um dos muitos factores que têm de ser considerados, entre eles a qualidade de vida das populações.

    Quanto a conseguirmos parar as obras, posso dizer-lhe que estamos muito optimistas, mas o tribunal dirá se temos ou não razão. Para já, estão paradas e tudo indica que as obras da fase 2 não arrancarão em Setembro/Outubro como estava previsto.

    Para terminar, o problema não é limpar a mata; isso ninguém contesta. O problema é o critério usado na limpeza, que não tem sido isento de críticas.

    É claro que aplaudimos a iniciativa de limpar a mata! Estava mais do que precisada!

    Disponha sempre.

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