terça-feira, 18 de agosto de 2009

Serão plantadas "mais de 1.000 árvores" disseram eles...

Tanto o IDP como a FPG afirmaram repetidamente que seriam plantadas "mais de 1.000 árvores" para substituir as cortadas para construir o campo de golfe. Foi também afirmado que se trataria de espécies "autóctones".

Ora bem, foi-nos dada a listagem completa das tais "árvores" no contexto do processo judicial. O número de "árvores" ascende precisamente a 1.617, das quais 772 afinal são arbustos ou plantas de porte arbustivo (558 aloés, 208 fórmios e 6 alfeneiros do Japão), correspondentes a 47,74% do total.

Das verdadeiras árvores, em número de 845 (menos de 1.000, portanto), 18,43% são espécies autóctones (208 pinheiros mansos, 62 pinheiros bravos, 21 freixos e 7 olaias) e, pasme-se, 81,57% são espécies exóticas ou introduzidas.

Do total de espécimens vegetais, 76% (1.229 espécimens) correspondem a aloés, fórmios, cedros e ciprestes, tudo espécies exóticas ou introduzidas. Teríamos portanto uma alteração radical da paisagem no Estádio Nacional, com plantação em massa de plantas de porte arbustivo originárias da África do Sul e da Nova Zelândia e árvores oriundas de quase todo o lado, menos daqui...

Obviamente, estas espécies poderão ter valor ornamental, mas têm pouco ou nenhum valor ecológico e não são aptas a sustentar a vida animal existente no local, ao contrário do coberto vegetal que foi destruído e do que estava prestes a sê-lo.

E aqui temos mais um exemplo da "responsabilidade ambiental" dos promotores desta obra!

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