terça-feira, 29 de setembro de 2009

Agarrem-me, senão vou-me a eles!

Mais um episódio rocambolesco da novela em que a Câmara Municipal de Oeiras (CMO) é uma das principais protagonistas...

Por ofício de 23 de Setembro, o Presidente da Câmara Municipal de Oeiras (CMO), solicitou ao presidente do IDP "que determine a suspensão imediata dessas obras sob pena de a Câmara Municipal de Oeiras determinar o seu embargo."

Para os menos atentos ou para os que seguem este processo há pouco tempo, lembramos que a CMO tem conhecimento das referidas obras desde Maio e que já reconheceu em tribunal que eram ilegais por falta de licenciamento.

Porém, ao invés do que teria acontecido se um de nós se tivesse lembrado de construir um clube de matraquilhos no jardim lá de casa (para o que teríamos a mesmíssima legitimidade que o IDP tem para construir o campo de golfe), a CMO limitou-se a ameaçar com o embargo das obras na comunicação social e a fazer afirmações evasivas em tribunal, mas sem quaisquer efeitos práticos, como está à vista de toda a gente.

Posto isto, talvez porque se aproximam eleições e as obras (que todos sabem ser ilegais) continuam na maior impunidade dando uma triste imagem da nossa autarquia, o Presidente da CMO lembra-se agora de fazer mais uma ameaça de embargo.

Tendo em conta o seu historial neste processo, é difícil acreditar que tal ameaça corresponde a uma firme intenção de assumir finalmente os seus deveres nesta matéria e pôr termo a obras ilegais que duram há vários meses e aos olhos de todos. Parece bem mais uma manobra para distrair o cidadão eleitor, levando-o a acreditar que a CMO cumpre os seus deveres em matéria de fiscalização e licenciamento de obras.

Por nós, só acreditamos quando virmos a ordem de embargo, preto no branco!

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