segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Igualmente extraordinário!

Apesar dos insistentes protestos de boa vontade e de que seria decretado o embargo imediato das obras (até tivemos direito a uma carta pessoal de Sua Excelência, o Presidente da Câmara em exercício), a verdade é que a Câmara Municipal de Oeiras também se demite das suas responsabilidades e é culpada de omissão de cumprimento do seu dever.

Para que não restem dúvidas sobre a actuação da edilidade oeirense, aqui fica um extracto do esclarecimento prestado agora em tribunal "Município de Oeiras (...) vem esclarecer que, até à presente data, não foi decretado qualquer embargo administrativo às obras realizadas no "Campo de Golfe do Jamor"."

Para quem reconheceu em tribunal que as obras não tinham licença camarária e que essa licença era obrigatória, digamos que é, no mínimo, escandaloso.

É como se um cidadão chamasse a atenção de um polícia para um roubo que estivesse a acontecer numa loja em frente. O polícia olharia para lá, diria "Olha, estão a roubar aquela loja" e a seguir viraria as costas e iria à sua vida, como se nada estivesse a acontecer.

A posição da ARHT só tem uma diferença face a esta: o polícia, em vez de virar logo as costas, ligaria para um instituto público a pedir documentação para poder analisar se poderia intervir. A seguir, iria para a esquadra aguardar que a referida documentação lhe fosse entregue.

Posto isto, o que é que resta aos cidadão depois de terem chamado a atenção dos "polícias" (pagos com o dinheiro dos impostos dos cidadãos) e estes se recusarem a cumprir o seu dever?

2 comentários:

  1. É realmente escandalosa toda essa situação. À boa maneira portuguesa do deixa andar, já estou mesmo a ver as obras a avançarem até ao fim, sendo inaguradas com pompa pelos respectivos presidentes da camara de Oeiras e do IDP.

    Eu como assiduo utilizador da pista de cross e dos terrenos envolventes apelo desde já aos meus pares para no futuro treinarem com alicate no bolso. Pois vamos ter de cortar aquela vedação as vezes necessárias para recuperarmos o nosso percurso de treino.

    Ja agora aproveito para lançar outra... Que faz aquele mono, apelidado de muro de escalada, ali a apodrecer? Sem presas nem condições para utilização pela comunidade de escaladores? Mais uma vez os senhores do IDP só olham para o tamanho dos seus bolsos em vez de se preocuparem com o desporto e com a sua prática....

    Tanto dinheiro se desperdiça neste Portugal...

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  2. Obrigado pelo seu comentário!

    Quanto ao "mono", o que sabemos é que resulta de um protocolo com a Federação Portuguesa de Escalada e que só pode ser utilizado por atletas federados (quando as presas estiverem lá, naturalmente).

    É claro que não é uma estrutura que possa ser usada livremente, mas deviam ter previsto um mecanismo semelhante ao que existe para os outros muros de escalada porque assim é uma estrutura quase totalmente desaproveitada. Ou seja, mais dinheiro deitado ao lixo, com pouco ou nenhum retorno.

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