terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mais dois requerimentos em tribunal...

Agora que aguardávamos a decisão final do juiz sobre a providência cautelar, fomos surpreendidos por mais dois requerimentos: um do IDP a pedir para sermos condenados por litigância de má fé porque o acusámos de gerir a informação como melhor lhe convinha e um outro da FPG, basicamente a contestar os nossos comentários sobre os documentos apresentados ultimamente em tribunal (um direito que inquestionavelmente nos assiste).

Quanto ao primeiro, todos os que seguem este blogue e sabem as dificuldades por que passámos para que o IDP nos desse acesso a parte da informação (já que se recusou formalmente a fornecer-nos toda a informação) devem estar a sorrir de incredulidade. É preciso desplante!

Quanto ao segundo, estamos estarrecidos... Todas as vezes que abrimos a boca em tribunal no momento próprio fomos bombardeados com "respostas" às nossas respostas, numa espiral interminável. Será que a FPG não nos reconhece o direito a expressarmos os nossos pontos de vista sem ter de os vir contradizer logo a seguir? Se nós agissemos do mesmo modo, este processo nunca teria fim!

Seja como for, nesta sua resposta, a FPG veio alegar que as licenças de captação de água emitidas pela ARHT tinham um "erro grosseiro" e já estavam a ser alteradas no sentido de permitir a captação dos caudais máximos recomendados pela empresa que fez as sondagens.

Quanto a isto, vamos ter de aguardar para ver, mas uma coisa é certa: é sintomático que seja a FPG a intervir e não o IDP. Note-se que é a este último que os terrenos estão confiados, que as licenças foram emitidas em seu nome e não em nome da FPG e que a FPG não apresentou até à data um único documento que justificasse a sua actuação nestes moldes. Note-se ainda o facto da FPG vir afirmar que as licenças serão alteradas pela ARHT no sentido de permitir a captação máxima dos caudais... Como é possível?

Pela nossa parte, temos agora de dar atenção a estes dois requerimentos inesperados e responder-lhes em consequência. Quanto ao resto, continuamos a trabalhar na acção principal, mas não nos esquecemos da questão da reflorestação que foi prometida!

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