sábado, 30 de janeiro de 2010

DENUNCIEM!

Como sabem, temos vindo a fazer denúncias repetidas junto de diversas entidades sobre as obras ilegais que decorrem no vale de Jamor : ARHT, Câmara Municipal de Oeiras, Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, SEPNA, Polícia Municipal...

Pois agora que as obras recomeçaram em força, pedimo-vos que se juntem a nós e peçam a intervenção das autoridades antes que seja tarde de mais. Lembramo-vos que as obras não estão licenciadas e que se desenvolvem em terrenos da REN e domínio hídrico público.

Telefonem ou mandem uma mensagem a denunciar esta situação para:

SEPNA (GNR) - Linha do Ambiente: 808 200 520 e-mail: sepna@gnr.pt

Polícia Municipal de Oeiras - 214 228 900 e-mail spm@cm-oeiras.pt

Enquanto aguardamos pela decisão do tribunal, não vamos ficar parados! Denunciem!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Descargas e/ou captação

Foi-nos dito há pouco por e-mail que o que vemos na fotografia publicada hoje corresponde à limpeza das condutas de drenagem pluvial que atravessam a zona do estádio e que a descarga corresponde ao esvaziamento duma cisterna que contém água das chuva, um trabalho que está a ser efectuado pela empresa Manvia.

Não foi esclarecido se estes trabalhos fazem parte da empreitada de construção do campo de golfe, nem se a empresa que os estava a executar se encontra munida das devidas autorizações da ARHT para fazer uma descarga desta natureza no Rio Jamor, nem autorizada pelos reais donos da dita cisterna a efectuar a sua limpeza e esvaziamento.

Descarga e/ou captação ilegal


Há realmente imagens que dispensam palavras... Esta fotografia foi tirada hoje cerca das 9 da manhã no Estádio Nacional e mostra o que tudo indica ser uma descarga e/ou uma captação ilegal. As autoridades foram alertadas imediatamente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Árvore de grande porte sob ameaça de morte por causa do Estoril Open

Segundo várias notícias veiculadas na comunicação social, João Lagos terá pedido autorização ao IDP para abater uma árvore de grande porte de forma poder expandir a capacidade do court central do Estoril Open para 9.000 lugares.

Fazemos sinceros votos que o IDP não conceda tal autorização - a árvore está lá há dezenas de anos e não é ela que tem de sair. Se alguma coisa tem de ser mudada são as instalações do Estoril Open. Se querem expandir a capacidade, que o façam sem ser à custa de bens públicos, árvore incluída. Não tem justificação abater uma árvore com dezenas de anos para poder expandir a capacidade dum court que provavelmente só ficará cheio uns 2 dias, se tanto...

Aliás, porquê esta insistência em continuar a realizar o Estoril Open no Complexo do Estádio Nacional, um lugal sem condições nem vocação para um evento desta natureza? Qual é o motivo da organização deste torneio não aceitar realizá-lo noutro local, como já lhe foi sugerido pela Câmara Municipal de Oeiras, que alegadamente até disponibilizou terrenos?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mais uma ameaça ao Estádio Nacional

Como se não bastasse o projecto de construção do campo de golfe, que roubaria às populações mais de três dezenas hectares dos terrenos públicos que constituem o Complexo do Estádio Nacional e desfiguraria uma parte importante do leito de cheias do Jamor, tiveram agora a ideia extraordinária de construir um pavilhão multi-usos de 10.000 lugares, seguramente com os correspondentes espaços comerciais e de escritórios, em frente ao Estádio de Honra!

Além disso, a Avenida Pierre de Coubertin seria desnivelada e passaria em túnel sob a Praça da Maratona (numa versão "prolongada" da mesma). O edifício dos balneários seria destruído para dar lugar a um outro estádio com 3.000 lugares e estruturas de apoio.

Escusado será dizer que um projecto desta natureza implica a morte de todo o Complexo do Estádio Nacional e o total desvirtuamento dos fins para que foi construído. Implica o fim dum espaço de desporto e lazer das populações para dar lugar a um espaço comercial.

Quando se esperaria de quem nos governa que estudasse alternativas para retirar de dentro do complexo, nem que fosse só ao fim-de-semana, o trânsito excessivo que hoje aí circula e requalificar algumas zonas mais degradadas, o Instituto do Desporto de Portugal e a Câmara Municipal de Oeiras, em parceria com João Lagos, propõem-se construir mais um "shopping" com "sala de espectáculos", um mini-estádio e uma via rápida nesses terrenos...

É difícil encontrar palavras que não sejam ofensivas para expressar a nossa indignação. Perdeu-se toda a vergonha e sentido de Estado neste país.

Pela nossa parte, faremos o que estiver ao nosso alcance para que este projecto demente não se torne realidade.

Notícia completa do jornalista Cipriano Lucas do DN aqui:
http://dn.sapo.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=1476010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A nossa política florestal...

Enquanto continuamos a aguardar a decisão do juiz sobre a providência cautelar, achamos que vale a pena verem a reportagem "Até dói" do Nós por Cá da passada 2ª feira, na Sic Online. É bastante elucidativa sobre a política florestal do nosso país e a reflorestação das nossas matas, um assunto de que nos ocúpámos bastante neste blogue a propósito da limpeza da mata do Jamor.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Doença ou herbicida?


Os frequentadores do Estádio Nacional lembram-se seguramente de que o monte de terra maior que está do lado das obras do campo de golfe estava coberto de vegetação bem verde. De um dia para o outro, a vegetação começou a murchar e agora morreu toda. Será que se trata de alguma doença misteriosa que só atacou esse monte de terra ou será que lhe aplicaram herbicida?
Por outro lado, nas terras que foram espalhadas junto à auto-estrada há algumas semanas atrás e que chamam a atenção pela sua cor muito escura, não nasceu rigorosamente nem uma erva. É no mínimo curioso, não é?
No meio de tudo isto, onde anda a ARHT?
Ainda quanto à ARHT, aproveitamos para vos informar que o Ministério do Ambiente lhe pediu esclarecimentos, na sequência das denúncias que temos vindo repetidamente a fazer.
Quanto aos processos judiciais em curso, o da providência cautelar e os dois de prestação de informações (um contra o IDP e o outro contra a ARHT), continuamos a aguardar a decisão do tribunal.