quarta-feira, 16 de junho de 2010

Venda dos terrenos do EN - versão da SCUVA

Segundo a contestação da SCUVA entregue em tribunal, a configuração dos acessos rodoviários foi-lhe imposta pelas Estradas de Portugal (EP), pela Câmara Municipal de Oeiras (CMO) e pelo Instituto do Desporto do Portugal (IDP). Segundo a SCUVA, os acessos podiam perfeitamente ser outros.

Por outro lado, diz ainda que o Estado só teria a beneficiar. Iria receber cerca de 2 milhões de euros pelos terrenos, iriam ser construídas infra-estruturas viárias e depois esses mesmos terrenos seriam devolvidos gratuitamente ao Estado para serem integrados novamente no domínio público.

Por fim, alega ainda que o IDP poderia perfeitamente vedar o parque de estacionamento poente em qualquer altura.

Confessamos que ficámos perplexos.

Por um lado, não percebemos porque é que a EP, o IDP e a CMO impuseram a dita configuração dos acessos ao Alto da Boa Viagem e não outra que não afectasse os terrenos do Estádio Nacional, mas enfim, o tempo se encarregará de nos esclarecer. De qualquer modo, uma coisa é certa: só seriam necessários acessos daquela dimensão por causa da dimensão do empreendimento do Alto da Boa Viagem. Seguramente, se esta fosse mais modesta, os acessos também o poderiam ser.

Por outro, se realmente os terrenos se destinavam a construir vias públicas (leia-se de interesse público) porque é que tiveram de ser desanexados e postos à venda a um particular? E porque é que esse particular, aparentemente um benemérito, iria pagar 2 milhões de euros, gastar outro tanto ou mais a construir viadutos, rotundas e vias rodoviárias e depois devolver esses terrenos, de mão beijada, ao Estado para serem novamente integrados no domínio público? Não conseguimos entender esta lógica, mas também esperamos que o tempo venha lançar luz sobre esta matéria.

Por fim, quanto à possibilidade do parque poente ser vedado, deve recordar-se que a parcela em venda nessa zona corta ao meio esse estacionamento e que os acessos ao mesmo se passariam a fazer pelo terreno que queriam vender. Por isso, não estamos a ver como ou porque é que o IDP vedaria esse estacionamento, nessa altura já dividido em dois.

4 comentários:

  1. Caros amigos, vi a notícia que veio hoje na Visão e publicámos um artigo a mencioná-la e a agradecer-vos pela vossa luta.

    Aqui: http://georden.blogspot.com/2010/06/quando-estar-la-nao-e-um-pormenor.html

    Força!
    Forte abraço.

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  2. Eu não sabia disto...

    Nada de novo: sempre a ocultarem-nos e, com essa falta de conhecimento, e de consciência, a retirarem-nos a possibilidade de intervir...

    É assim desde que a violência física passou a dar lugar à violência burocrática (porque económica).

    Obrigado, amigos.

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  3. Mas está nas nossas mãos intervir e temos o direito de o fazer. Doutra forma, é da nossa liberdade que prescindimos.
    Mais uma vez, muito obrigado pelas suas palavras e contamos consigo!

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