terça-feira, 22 de maio de 2012

Comentários à UABV entregues à CMO e que nos foram enviados por Miguel Pinto. Todos os interessados, podem fazer-nos chegar os seus comentários, que não deixaremos de fazer eco dos mesmos. Relembramos que ainda podem faze chegar os vossos comentários à Câmara de Oeiras, podendo fazê-lo por e-mail para:dpgu@cm-oeiras.pt

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URBANIZAÇÃO DO ALTO DA BOA VIAGEM



Como é público as vias de grande movimento – A5, A9 e EN6 - situadas nas redondezas do terreno em que se pretende construir esta urbanização estão muito saturadas nas horas de ponta. Por outro lado os acessos à urbanização iriam encher, ainda mais, as estradas de veículos. A urbanização seria constituída por um hotel com 208 quartos, um aparthotel com 352 apartamentos, 23 fogos de habitação unifamiliar, 2 fogos de habitação bifamiliar e 404 fogos de habitação coletiva. Se juntarmos aos residentes as pessoas que trabalhariam no comércio e nas unidades hoteleiras, isso queria dizer que seriam milhares de pessoas a viver ou a trabalhar naquela urbanização. Isto significaria que seriam centenas de carros e autocarros de turistas a invadir estradas que já estão saturadas.

Sabe a Câmara quantos veículos circulam, atualmente, por dia nestas três vias?

Foi elaborado um estudo de tráfego sobre as consequências, em termos de trânsito, da construção desta urbanização?
 
Quanto ao terreno onde se pretende implantar este projeto a Câmara fez o milagre de adicionar à parte que já pertence ao urbanizador, os outros terrenos que a Câmara tanto insiste que o referido urbanizador adquira ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e ao Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (INIR). Não passa do velho truque de aumentar a área total do terreno para, desta forma, diminuir o índice de construção. Assim a área construir, acima do solo, seria inferior ao índice de utilização bruto máximo que o Plano Diretor Municipal de Oeiras permite. 

A desafetação dos terrenos pertencentes ao estado central também é uma história mal contada. Já estiveram à venda pela então Direção Geral de Impostos mas o secretário de estado dos Desportos foi obrigado a retirar este negócio do leilão. Não é possível cortar a área do estádio nacional aos pedaços pois é uma estrutura indivisível.  

Qual é a legitimidade de se retirarem parques de estacionamento do estádio nacional para os afetar à urbanização? A Câmara defende os interesses privados em vez de zelar pelos direitos da maioria dos cidadãos. 

Oeiras, 21 de Maio de 2012 

Miguel Pinto"

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